PERMANECER TAMBÉM É POLÍTICA PÚBLICA: MULHERES, EDUCAÇÃO E PROTEÇÃO SOCIAL EM TRAJETÓRIAS EDUCACIONAIS
DOI:
https://doi.org/10.29327/2848671.2.1-35Palabras clave:
Mulheres, Permanência educacional, Cuidado, Políticas públicas, Proteção socialResumen
Este artigo analisa a permanência educacional de meninas, jovens e mulheres como dimensão das políticas públicas de proteção social, com atenção às responsabilidades de cuidado, ao trabalho, à maternidade e às desigualdades sociais que atravessam suas trajetórias escolares e formativas. Desenvolveu-se um ensaio teórico de abordagem qualitativa, apoiado em pesquisa bibliográfica e documental, com publicações científicas, legislação, relatórios e documentos institucionais selecionados por aderência ao tema. O material foi organizado em quatro eixos: direito à educação e permanência; gênero e desigualdades; cuidado, trabalho doméstico e maternidade; e respostas públicas e institucionais. A análise mostra que matrícula e frequência não asseguram, isoladamente, a continuidade dos estudos. Sobrecarga de cuidado, pobreza, trabalho remunerado, ausência de apoio, discriminações e rigidez institucional restringem o tempo e as condições de participação educacional. Políticas de renda, assistência estudantil e cuidado ampliam as possibilidades de permanência quando articuladas a acolhimento, acompanhamento pedagógico, serviços territoriais e escuta das estudantes.
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